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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Zé pilintra e sua história




Jose Emerenciano nasceu em Pernambuco. Filho de uma escrava forra com seu ex-dono, teve algumas oportunidades na vida. Trabalhou em serviços de gabinete, mas não suportava a rotina. Estudou, pouco, pois não tinha paciência para isso. Gostava mesmo era de farra, bebida e mulheres, não uma ou duas, mas muitas. Houve uma época em que estava tão encrencado em sua cidade natal que teve que fugir e tentar novos ares. Foi assim que Emerenciano surgiu na Cidade Maravilhosa. Sempre fiel aos seus princípios, está claro que o lugar escolhido havia de ser a Lapa, reduto dos marginais e mulheres de vida fácil na época. Em pouco tempo passou a viver do dinheiro arrecadado por suas "meninas", que apaixonadas pela bela estampa do negro, dividiam o pouco que ganhavam com o suor de seus corpos. Não foram poucas as vezes que Emerenciano teve que enfrentar marginais em defesa daquelas que lhe davam o pão de cada dia. E que defesa! Era impiedoso com quem ousasse atravessar seu caminho. Carregava sempre consigo um punhal de cabo de osso, que dizia ser seu amuleto, e com ele rasgara muita carne de bandido atrevido, como gostava de dizer entre gargalhadas, quando nas mesas dos botecos de sua preferência. Bebia muito, adorava o álcool, desde a cachaça mais humilde até o isque mais requintado. E em diversas ocasiões suas meninas o arrastaram praticamente inconsciente para o quarto de uma delas. Contudo, era feliz, ou dizia que era, o que dá quase no mesmo. Até que conheceu Amparo, mulher do sargento Savério. Era a visão mais linda que tivera em sua existência. A bela loura de olhos claros deixava-o em êxtase apenas por passar em sua frente. Resolveu mudar de vida e partiu para a conquista da deusa loura, como costumava chamá-la. Parou de beber, em demasia, claro! Não era homem também de ser afrouxado por ninguém, e uns golezinhos aqui e ali não faziam mal a ninguém. Dispensou duas de suas meninas, precisava ficar com pelo menos uma, o dinheiro tinha que entrar, não é? Julgava-se então o homem perfeito para o belo Amparo. Começou então a cercar a mulher, que jamais lhe lançara um olhar. Aos amigos dizia que ambos estavam apaixonados e já tinha tudo preparado para levá-la para Pernambuco, onde viveriam de amor. Aos poucos a história foi correndo, apostas se fizeram, uns garantiam que Emerenciano, porreta como era, ia conseguir seu intento. Outros duvidavam Amparo nunca demonstrara nenhuma intimidade por menor que fosse que justificasse a fanfarronice do homem. O pior tinha que acontecer, cedo ou tarde. O Sargento foi informado pela mulher da insistente pressão a que estava submetido. Disposto a defender a honra da esposa marcou um encontro com o rival. Emerenciano ria, enquanto dizia aos amigos: - É claro que vou, ele quer me dar a mulher? Eu aceito! Vou aqui com meu amigo... - E mostrava seu punhal para quem quisesse ver. Na noite marcada vestiu-se com seu melhor terno e dirigiu-se ao botequim onde aconteceria a conversa. Pediu uísque, não era noite para cachaça, e começou a bebericar mansamente. Confiava em seu taco e muito mais em seu punhal. Se fosse briga o que ele queria, ia ter. Ao esvaziar o copo ouviu um grito atrás de si: - Safado! - Levantou-se rapidamente e virou-se para o chamado. O tiro foi certeiro. O rosto de Emerenciano foi destroçado e seu corpo caiu num baque surdo. Recebido no astral por espíritos em missão evolutiva, logo se mostrou arrependido de seus atos e tomou seu lugar junto a falange de Zé Pelintra. Com a história tão parecida com a do mestre em questão, outra linha não lhe seria adequada. Hoje, trabalhador nos terreiros na qualidade de Zé Pelintra do Cabo, diverte e orienta com firmeza a quem o procura. Não perdeu, porém a picardia dos tempos de José Emerenciano. Sarava Seu Zé Pelintra quem o procura. Não perdeu, porém a picardia dos tempos de José Emerenciano. Sarava Seu Zé Pelintra



segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que a busca pelo conhecimento é tão cobrada na Umbanda?



                Quando começamos a freqüentar um terreiro em busca de desenvolvimento mediúnico logo alguém nos diz que é importante que leiamos livros sobre a base do espiritismo, ou quaisquer assuntos interligados, mas para algumas pessoas essa busca parece incessante, cansativa e -erroneamente- inútil. Por isso decidimos TENTAR explicar o por que das “casas” sempre pedirem para que seus filhos busquem sempre mais e mais conhecimento.
                Como qualquer outra religião a Umbanda tem seus princípios e sua forma de desenvolver seus atos em prol da sua causa, e estes são dois tópicos que destacam bem a importância da busca pelo conhecimento, afinal, temos de conhecer a nossa religião como forma de buscar meios para um mundo melhor (dentre outros objetivos). Além de ser necessário conhecer a linha da casa que você trabalha, como os guias fazem o que fazem, por que fazem o que fazem, e etc. Mas acredito que um ponto fundamental que provem do conhecimento dos médiuns juntamente com a experiência que obtém através dos trabalhos é a proximidade com os seus orixás, a proximidade com o plano espiritual e ,consequentemente,  com Oxalá.
                Talvez o conhecimento (através de livros) e a experiência sejam apenas metade de um caminho, a prática da caridade- de inúmeras formas- são tópicos que ajudam a criar um laço ainda mais forte com os nossos guias espirituais-. Perceba que eu digo que TALVEZ seja a resposta, e que eu estou TENTANDO explicar o por que de tal procedimento, tal fato se dá porque ainda não me julgo sábio o suficiente para explicar toda a complexidade da busca pelo conhecimento religioso e suas aplicações. E essa é só mais uma questão que tento resolver e na medida que chego a algumas explicações me aparecem varias outras duvidas diferentes, e lá vou eu novamente em busca.  
                Conhecer não é uma questão simples, até mesmo o seu conceito é complexo, quiçá este será mais um dos dons que O Pai nos deu para um bem maior, mas somente obter conhecimento não quer dizer nada se não convertermos isso em ações para melhorar o meio e os produtos deste (afinal este é o objetivo em comum entre as religiões). 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Você sabe o que é um médium de desdobramento?

    
    Algumas pessoas já leram sobre, outras podem até ter lido, mas não deram atenção e outras nunca viram este termo, mas, certamente, já ouviram falar sobre pessoas que saíram dos seus corpos quando dormiam, estes são os famosos médiuns de desdobramento. Anteriormente postamos uma matéria sobre os médiuns e como cada pessoa tem um dom especialmente , como se fosse parte da sua essência, os dons mais “comuns” são os dos *médiuns sensitivos, o médium de desdobramento é apenas mais um perfil dentre todos os outros e seus dons.
        Muitas histórias são ouvidas todos os dias sobre pessoas e suas experiências sobrenaturais –enquanto a veridicidade dessas histórias é muito difícil de confirmar- mostraremos trechos de histórias com o assunto aqui discutido como tema central para melhor fixação do tema:
“- Renê Artur de Barros Monteiro -
         Dezessete de maio de 1953, entre 13 h e 14h, em frente ao Cassino Interlaken, Suíça. Joaquim da Silva Gomes, juntamente com sua esposa, Maria Estela Barbosa Gomes, deixavam-se fotografar pela filha Terezinha. Dias depois, chegando em Portugal, revelaram o filme e esta foto os surpreendeu profundamente: ao lado do casal, com toda nitidez, aparecia o Dr. Otávio Bandeira de Lima Coutinho, grande amigo da família, que deveria estar em sua residência, no Recife!
         Esclareceu que, na data e no horário em que foi batida a foto, adormecera numa cadeira de balanço na varanda de sua residência. Disse não se recordar de nada que se relacionasse com a foto, a não ser que pensara muito nos amigos distantes antes de adormecer.”
(Fragmento retirado do site: IPPB)
        No livro “Legião” (Robson Pinheiro) podemos, por várias vezes, ler sobre a experiências desses médiuns nos campos inferiores, como o próprio autor diria. O livro kardecista (legião) detalha muito bem estas experiências e é uma ótima pedida para quem se interessa pelo assunto.
         Como dissemos no começo deste é difícil afirmar a veridicidade destas histórias, mas afirmamos que existe este perfil de médium e que são extremamente importantes para as missões espirituais em qualquer doutrina espírita.

*Médiuns sensitivos são aqueles que de forma inexplicável, com exceção da fé, pressentem a ação do “cosmos”.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

EU PEDI A OGUM!!!


EU PEDI A OGUM
Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário

Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.

Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.

Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não!
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.

Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.

Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia.. Muita Luz!

terça-feira, 14 de junho de 2011

A pemba na umbanda!!!



Pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas. Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.

Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de energias. A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja, os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

A Pemba, através do seu elemento ígneo, fogo,
Manipula as energias psíquicas do ser humano;
Pela água lava, limpando o espiritual da áurea;
Pelo ar transporta para o campo de origem;
Pela terra, através de seus filtros, retorna suas
Funções equilibrantes.

Pela pureza, a Pemba é um dos poucos elementos
Que pode tocar a cabeça do médium, sendo utilizada
Para lavagens de cabeça, banhos de descarrego, etc.

Confecciona-se a Pemba com uma substância
Chamada “caulim” (argila pura de cor branca),
Importado da África. Com o tempo, o “caulim”
Foi substituído pela dificuldade de importação,
Pelo “calcário” e a ”tabatinga”.

Sua confecção é bem simples;
Basta misturar uma pequena quantidade do material
Citado acima triturado com um pouco de goma arábica
Diluída em um pouco de água, Deixá-la secar um pouco,
E antes que a massa endureça dar a ela o formato desejado.