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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Por que a busca pelo conhecimento é tão cobrada na Umbanda?



                Quando começamos a freqüentar um terreiro em busca de desenvolvimento mediúnico logo alguém nos diz que é importante que leiamos livros sobre a base do espiritismo, ou quaisquer assuntos interligados, mas para algumas pessoas essa busca parece incessante, cansativa e -erroneamente- inútil. Por isso decidimos TENTAR explicar o por que das “casas” sempre pedirem para que seus filhos busquem sempre mais e mais conhecimento.
                Como qualquer outra religião a Umbanda tem seus princípios e sua forma de desenvolver seus atos em prol da sua causa, e estes são dois tópicos que destacam bem a importância da busca pelo conhecimento, afinal, temos de conhecer a nossa religião como forma de buscar meios para um mundo melhor (dentre outros objetivos). Além de ser necessário conhecer a linha da casa que você trabalha, como os guias fazem o que fazem, por que fazem o que fazem, e etc. Mas acredito que um ponto fundamental que provem do conhecimento dos médiuns juntamente com a experiência que obtém através dos trabalhos é a proximidade com os seus orixás, a proximidade com o plano espiritual e ,consequentemente,  com Oxalá.
                Talvez o conhecimento (através de livros) e a experiência sejam apenas metade de um caminho, a prática da caridade- de inúmeras formas- são tópicos que ajudam a criar um laço ainda mais forte com os nossos guias espirituais-. Perceba que eu digo que TALVEZ seja a resposta, e que eu estou TENTANDO explicar o por que de tal procedimento, tal fato se dá porque ainda não me julgo sábio o suficiente para explicar toda a complexidade da busca pelo conhecimento religioso e suas aplicações. E essa é só mais uma questão que tento resolver e na medida que chego a algumas explicações me aparecem varias outras duvidas diferentes, e lá vou eu novamente em busca.  
                Conhecer não é uma questão simples, até mesmo o seu conceito é complexo, quiçá este será mais um dos dons que O Pai nos deu para um bem maior, mas somente obter conhecimento não quer dizer nada se não convertermos isso em ações para melhorar o meio e os produtos deste (afinal este é o objetivo em comum entre as religiões). 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Você sabe o que é um médium de desdobramento?

    
    Algumas pessoas já leram sobre, outras podem até ter lido, mas não deram atenção e outras nunca viram este termo, mas, certamente, já ouviram falar sobre pessoas que saíram dos seus corpos quando dormiam, estes são os famosos médiuns de desdobramento. Anteriormente postamos uma matéria sobre os médiuns e como cada pessoa tem um dom especialmente , como se fosse parte da sua essência, os dons mais “comuns” são os dos *médiuns sensitivos, o médium de desdobramento é apenas mais um perfil dentre todos os outros e seus dons.
        Muitas histórias são ouvidas todos os dias sobre pessoas e suas experiências sobrenaturais –enquanto a veridicidade dessas histórias é muito difícil de confirmar- mostraremos trechos de histórias com o assunto aqui discutido como tema central para melhor fixação do tema:
“- Renê Artur de Barros Monteiro -
         Dezessete de maio de 1953, entre 13 h e 14h, em frente ao Cassino Interlaken, Suíça. Joaquim da Silva Gomes, juntamente com sua esposa, Maria Estela Barbosa Gomes, deixavam-se fotografar pela filha Terezinha. Dias depois, chegando em Portugal, revelaram o filme e esta foto os surpreendeu profundamente: ao lado do casal, com toda nitidez, aparecia o Dr. Otávio Bandeira de Lima Coutinho, grande amigo da família, que deveria estar em sua residência, no Recife!
         Esclareceu que, na data e no horário em que foi batida a foto, adormecera numa cadeira de balanço na varanda de sua residência. Disse não se recordar de nada que se relacionasse com a foto, a não ser que pensara muito nos amigos distantes antes de adormecer.
(Fragmento retirado do site: IPPB)
        No livro “Legião” (Robson Pinheiro) podemos, por várias vezes, ler sobre a experiências desses médiuns nos campos inferiores, como o próprio autor diria. O livro kardecista (legião) detalha muito bem estas experiências e é uma ótima pedida para quem se interessa pelo assunto.
         Como dissemos no começo deste é difícil afirmar a veridicidade destas histórias, mas afirmamos que existe este perfil de médium e que são extremamente importantes para as missões espirituais em qualquer doutrina espírita.

*Médiuns sensitivos são aqueles que de forma inexplicável, com exceção da fé, pressentem a ação do “cosmos”.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

EU PEDI A OGUM!!!


EU PEDI A OGUM
Eu pedi a Ogum, para retirar os meus vícios.
Ogum disse: Não!
Eles não são para eu tirar, mas para você desistir deles.

Eu pedi a Ogum , para fazer meu filho aleijado se tornar completo.
Ogum disse: Não!
Seu espírito é completo, seu corpo é apenas temporário

Eu pedi a Ogum para me dar paciência.
Ogum disse, Não!
Paciência é um subproduto das tribulações; Ela não é dada, é aprendida.

Eu pedi a Ogum para me dar felicidade.
Ogum disse: Não!
Eu dou bênçãos; Felicidade depende de você.

Eu pedi a Ogum para me livrar da dor.
Ogum disse: Não!
Sofrer te leva para longe do mundo e te traz para perto de mim.

Eu pedi a Ogum para fazer meu espírito crescer.
Ogum disse: Não!
Você deve crescer em si próprio! Mas eu te podarei para que dês frutos.

Eu pedi a Ogum todas as coisas que me fariam apreciar a vida.
Ogum disse: Não!
Eu te darei a vida, para que você aprecie todas as coisas.

Eu pedi a Ogum para me ajudar a AMAR os outros, como Ele me ama.
Ogum disse: . Ahhhh, finalmente você entendeu a idéia.. Muita Luz!

terça-feira, 14 de junho de 2011

A pemba na umbanda!!!



Pemba é um objeto presente nos rituais Africanos mais antigos que se conhecem. É fabricada com o pó extraído dos Montes Brancos Kimbanda e a água que corre no Rio Divino U-Sil. É empregada em todos os Rituais, Cerimônias, festas, reuniões ou solenidades africanas. Os médiuns e as Entidades Espirituais que atuam no Centro de Umbanda costumam desenhar pontos riscados com um giz de calcário, conhecido como pemba. Esse giz mineral, além de ser consagrado para ser utilizado nos pontos riscados, também pode ser transformado em pó e utilizado para outros fins de rituais de limpeza e proteção.

Quando uma Entidade se utiliza da pemba para riscar os pontos, ela está movimentando energias sutis que, dependendo dos sinais, pode atrair ou dissipar energias. Esses símbolos estão afins a determinada “egrégoras”, firmadas no astral, há muito tempo. A pemba, quando cruzada, ou seja, magnetizada por uma Entidade, se torna um grande fixador de energias. A pemba é utilizada para riscar pontos nas pessoas, mas principalmente riscar os pontos no chão. Cada ponto tem um significado que só a Entidade que risca sabe. O ponto quando riscado está criando um elo com o plano espiritual que emana energias, fluídos e vibrações diretamente no ponto. Na maioria dos casos quando é riscado um ponto a entidade põe alguém necessitado dentro dele, é quando a pessoa, às vezes, sente as vibrações, dependendo de sua sensibilidade. É possível também um médium vidente ver os pontos riscados brilharem e emanarem luzes diversas. A cor da pemba varia de acordo com as regras de cada centro e de acordo com cada Entidade. Normalmente ela é branca.

O termo pemba também é utilizado com relação à Lei Maior, ou seja, os trabalhadores da Umbanda são filhos de pemba, ou seja, estão sobre a proteção da Lei Maior. Dependendo de sua conduta, cumprindo com suas tarefas no Bem, ele estará protegido, ou caso não aja decentemente, lhe será cobrado para que responda pelo mal que fez e volte a caminhar no Bem.

A Pemba, através do seu elemento ígneo, fogo,
Manipula as energias psíquicas do ser humano;
Pela água lava, limpando o espiritual da áurea;
Pelo ar transporta para o campo de origem;
Pela terra, através de seus filtros, retorna suas
Funções equilibrantes.

Pela pureza, a Pemba é um dos poucos elementos
Que pode tocar a cabeça do médium, sendo utilizada
Para lavagens de cabeça, banhos de descarrego, etc.

Confecciona-se a Pemba com uma substância
Chamada “caulim” (argila pura de cor branca),
Importado da África. Com o tempo, o “caulim”
Foi substituído pela dificuldade de importação,
Pelo “calcário” e a ”tabatinga”.

Sua confecção é bem simples;
Basta misturar uma pequena quantidade do material
Citado acima triturado com um pouco de goma arábica
Diluída em um pouco de água, Deixá-la secar um pouco,
E antes que a massa endureça dar a ela o formato desejado.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Covardia é crime hediondo!!





Covardia é crime hediondo

Eu sei que sou um pouco nervoso, digamos temperamental. Às vezes, permito que os sentimentos sobressaiam à razão. Quando isso acontece, não somente comigo, não conseguimos mensurar as conseqüências de nossos atos. Invariavelmente, quem acaba sofrendo com isso são nossos familiares e amigos.

Mas o que você faria se flagrasse uma pessoa agredindo seu filho? Isso, agredindo seu filho, aquele pequeno ser que dá todo significado a sua vida. Aquele pequeno ser indefeso que você confiou a uma pessoa que deveria cuidar dele, protegê-lo, alimentá-lo.

Temos visto nos noticiários de várias emissoras de TV e em vários sites da web que os casos de agressão à criança tem aumentado assustadoramente. São crianças sendo violentadas, espancadas, mortas por pessoas que, geralmente, acreditamos ser de confiança.

Babás, familiares e até pais e mães descontam nas crianças uma culpa que não deveria ser atribuída a elas. A violência contra crianças deveria ser punida com severas penas (talvez com pena capital, dependendo do ato).

Pergunto-me como uma pessoa pode agredir um bebê, que chora por ter fome ou por dor de barriga? Como uma pessoa pode agredir uma criança com deficiência, já que ela não consegue dizer ou mostrar o que se passa com ela? Como uma pessoa pode agredir um idoso que deu sua vida para criar e cuidar de uma família e que não possui mais forças se defender? Como uma pessoa pode agredir um cachorro (ou gato, ou qualquer outro animal) que está nas ruas, em sua maioria, porque algum irresponsável o adotou quando filhote e o colocou “nas ruas” quando não o queria mais?

Que tipo de seres humanos estamos nos tornando? Como assim o cachorrinho que trazia felicidade para a casa não “serve” mais? Como assim bater em um bebê que chora por querer colo? Como assim agredir uma criança deficiente? Como assim maltratar um idoso? Como assim achar tudo isso normal e não fazer nada?

Ver este tipo de situação e não se indignar é preocupante. Considerar que esta situação é corriqueira é preocupante. Achar que só porque não está acontecendo em nossas casas não devemos nos manifestar é preocupante. Resumindo: ficar calado é preocupante.

Não podemos culpar “as oportunidades da vida” e nos conformar com estas situações. Alguns intelectuais diriam que estes fatos acontecem por falta de educação, que isto é culpa do governo, que não possuíam estrutura familiar...  eu chamo isso de covardia, ignorância, maldade...

Má índole existe em qualquer camada social e está na hora de parar de falar que só filho de pobre não dá certo na vida ou que lhe falta oportunidade e que isso deixa as pessoas revoltadas. E por isso elas descontam em quem não pode se defender?

Não sou exemplo a ser seguido. Não sou perfeito. Estou muito longe disso. Tenho muitos defeitos, talvez incontáveis. Mas a covardia não é uma palavra que faz parte de meu dicionário. Pense duas vezes antes de cometer atos de covardia. E lembre-se: somos responsáveis, unicamente, pelos nossos próprios atos.


Martim Barbosa
Jornalista
Pós Graduado em Gestão da Comunicação
Professor de Karate