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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Andar com Fé!!!

Andar com fé
é saber que cada dia é um recomeço,
é ter certeza que os milagres acontecem
e que os sonhos podem se realizar. 
Andar com fé
é saber que temos asas invisíveis,
é fazer pedidos a estrelas cadentes
e abrir as mãos para o céu.
Andar com fé é olhar sem temor
as portas do desconhecido,
ter a inocência dos olhos da criança,
a lealdade do cão,
a beleza da mão estendida
para dar e receber.
 Andar com fé
é usar a força e a coragem
que habitam dentro de nós
quando tudo parece acabado.
Andar com fé
é saber que temos tudo a nosso favor,
é compartilhar as bênçãos multiplicadas,
é saber que sempre seremos surpreendidos
com presentes do Universo,
é a certeza de que o melhor sempre acontece
e que tudo aquilo que almejamos
está totalmente ao nosso alcance.
 Basta só Andar com Fé !

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ifá, O oráculo/ Jogo de Búzios

Ifá, o oráculo.

O culto a Ifá, a adivinhação através de oráculo, é um culto que considero totalmente a parte dos demais cultos, ou seja, para responder a tradicional pergunta “--existe o jogo de búzios na Umbanda ou só no Candomblé?” eu diria que não tem em nenhum dos dois, pois o culto a Ifá, desde a África, sempre foi um culto a parte do culto a Orixá, desta forma, em nada depende dos cultos a Orixá para existir, estes sim em alguns fundamentos dependem do culto a Ifá, do oráculo, para determinar uma série de coisas importantes, como por exemplo, a coroa do médium, seus Orixás regentes.

Na África, logo ao nascer já se sabia se a criança seria ou não um sacerdote de Ifá, e se o fosse, desde pequeno já recebia tratamento diferenciado, ingressando ainda bem jovem em uma espécie de escola só para estes que seriam os futuros Oluwós. O Oluwó (Babalaô) é o cargo máximo deste culto.

De forma simples, podemos resumir em:

Babalorixá/Ialorixá, Pai/Mãe de Santo – Como se costuma chamar os sacerdotes de Candomblé e Umbanda, que cultuam Orixá e entram em transe mediúnico.

Oluwó (Babalaô) – Como se chama o sacerdote de Ifá, que cultua Orunmilá e não entra em transe para a prática do Ifá.

Esta é uma forma simples de ilustrar o fato de que se trata de cultos diferentes sendo que os primeiros citados (Candomblé e Umbanda) muitas vezes recorrem ao segundo (culto de Ifá) para consultas necessárias.

Acontece que hoje em dia, muitos sacerdotes de Umbanda e Candomblé acumularam a função de Babalaô em seus terreiros, uma situação fácil de compreender, pois nos dias de hoje não existem mais Oluwós.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

OXÓSSI

Oxóssi
O Deus Oxóssi, traz nas mãos o Arco e a Flecha, o Ofá,  símbolo máximo do caçador que luta para manter a subsistência da tribo
OXÓSSI – O Caçador das Matas
 Numa visão antropológica os orixás são vibrações de energia, cada um numa faixa própria, com as quais os seres humanos se identificam, o que justifica a existência de “filhos” de diferentes orixás. Numa visão teológica, os orixás são divindades s serem respeitadas e cultuadas por seu filhos, que com eles entrariam em contato através de diferentes rituais disseminados na cultura tribal africana e que no Brasil estão agrupados sob o rótulo de uma religião: o Candomblé e a Umbanda. Os mitos e lendas manifestavam grande vitalidade, envolvendo personalidades extrovertidas como Exú. Essa ânsia pelo movimento e pela expansão levava a um grande número de guerreiros, como Ogum, Iansã e Obá.. Mesmo em tempos de paz, os personagens não envolvidos com as guerras continuavam a ter uma sociedade com um núcleo estável, voltada tanto para as tarefas femininas tradicionais (Yemanjá e Oxum a esposa e a amante, a reprodutora e a que concede prazer) como para o exercício do poder e da autoridade (Xangô e Oxalá). Nesse sentido, dois orixás iorubás fogem da tradição básica: o mago Ossain, o solitário senhor das folhas e Oxóssi , o caçador. Ambos são irmãos de Ogum na maior parte das lendas e possuem o gosto pelo individualismo e o ambiente que habitam: a floresta virgem, as terras verdes não cultivadas. A floresta é a terra do perigo, o mundo desconhecido além do limite estabelecido pela civilização iorubana, é o que está além do fim da aldeia. Nela o homem não tem a proteção da organização social, do maior número de pessoas. Os caminhos não são traçados pelas cabanas, mas sim pelas árvores, o mato invade as trilhas não utilizadas, os animais estão soltos e podem atacar livremente. É o território do medo. Oxóssi é o orixá masculino iorubá responsável pela fundamental atividade da caça. por isso, ma África é também cultuado como Odé , que significa caçador. É tradicionalmente associado a Lua e, por conseguinte a noite, melhor momento para a caça. Tem em comum com seu irmão Ogum (dizem as lendas que são irmãos inseparáveis, sendo dentro do mundo iorubá o amor de irmão mais forte que existe) a utilização da floresta, mas enquanto o senhor da guerra percorre as matas nas lutas militares, Oxóssi e Ossain tem na floresta  o próprio fim. Enquanto Ogum percorre a mata para abrir caminhos e ampliar o território através das guerras, Ossain se esconde nela para estudar as folhas e Oxóssi para capturar animais. Ogum modifica a floresta, enquanto Oxóssi e Ossain se identifica com ela e com ela se mistura. Na umbanda recebe o título de rei das matas, sendo a ele consagrada a cor verde. Tanto na Umbanda como nas nações do Candomblé, é figura próxima de Ogum, por ter com ele certas afinidades de comportamento e porque nas danças cerimoniais do candomblé é o segundo orixá a aparecer, procedido apenas pelo abre-alas Exú e pelo desbravador Ogum. Oxóssi é um orixá que vive ao ar livre e está sempre longe de um lar organizado estável. Ao mesmo tempo por ser protetor dos caçadores e por conviver com os animais é também tido como protetor dos  animais. Protege tanto o que mata o animal como o próprio animal, já que é um fim nobre a morte de um ser para servir de alimento para outro. Por isso Oxóssi nunca aprova a matança pura e simples. Sua responsabilidade principal com relação ao mundo é garantir a vida dos animais para que possa ser caçados. Em alguns ramos do candomblé também atribui a ele o poder sobre as colheitas, já que a agricultura foi introduzida historicamente depois da caça como meio de subsistência. Oxóssi é bastante cultuado no Brasil mas praticamente esquecido na África. A hipótese dos historiadores é que Oxóssi foi cultuado basicamente no Ketu, onde chegou a receber título de rei. Essa nação porém, foi praticamente destruída no século 19 pelas tropas do então rei do Daomé.  Já no Brasil é grande o prestígio e força popular, além de um grande número de filhos. Seus símbolos são ligados à caça: possui um ou dois chifres de búfalo dependurados na cintura. Na mão usa o Erukerê, pêlos de rabo de boi presos numa bainha de couro enfeitada com búzios. O mito do caçador explica sua grande e rápida aceitação no Brasil, pois identifica-se com diversos conceitos de índios brasileiros. Em alguns cultos essa relação é tão próxima que Oxóssi não é tido como um negro mas como um índio. Seu objeto básico é o arco e a flecha, o Ofá e o Damatá. Seu número ritualístico é o quatro por serem quatro as qualidades de Oxóssi difundidas no Brasil. A ele estiveram ligados alguns orixás femininos, mas o grande destaque foi para Oxum, com quem teve um romance e desse nasceu seu filho LogunEdé.  

O Arquétipo dos seus filhos
  
O filho de Oxóssi apresenta arquétipicamente as características atribuídas do Orixá. Impondo sempre sua marca pelo mundo selvagem, nele intervindo para sobreviver, mas sem alterá-lo. São pessoas independentes e de extrema capacidade de ruptura, o afastar-se de casa e da aldeia para embrenhar-se na mata a fim de caçar. Seus filhos possuem um grave conceito de ruptura e independência A solidão como prazer vem do seu interesse por atividades que exijam concentração e silêncio. São pessoas que tem o gosto pelo ficar calado e desenvolver a observação,. Geralmente Oxóssi é associado às pessoas joviais, rápidas e espertas, tanto mental como fisicamente. Tem grande capacidade de concentração e de atenção, aliada à firme determinação de alcançar seus objetivos e paciência para aguardar o momento certo para agir. Os filhos de Oxóssi, portanto, não gostam de fazer julgamentos sobre os outros, respeitando como sagrado o espaço individual de cada um. Buscam trabalhos e funções que possam ser desempenhadas de maneira independente, sem a ajuda nem a participação de muita gente, não gostando do trabalho em equipe. Ao mesmo tempo, é marcado por um forte sentido de dever e responsabilidade, pois é sobre ele que cai o peso de sustento da tribo. São pessoas capazes de assumir grandes responsabilidades e de organizar e lidar, sabendo liderar facilmente grandes grupos. Os filhos de Oxóssi não compartilham com os de Ogum o gosto pela camaradagem, pela conversa que não termina mais, pelas reuniões ruidosas e tipicamente alegres, fator que pode ser radicalmente modificado pelo seu segundo orixá (o ajuntó). Não são pessoas tipicamente extrovertidas, gostando de viver sozinhas, preferindo receber grupos limitados de amigos, como o caçador que de vez em quando, compartilha com outro caçador o seu almoço, troca histórias e informações, mas depois segue caçando sozinho. Mesmo sendo um bom observador do comportamento humano – podendo antecipar atitudes e descobrir o que há de lúdico e repetitivo no jeito de cada um se comportar – o filho de Oxóssi tem pouca paciência com as sutilezas da diplomacia. Cansa-se facilmente das pessoas, de suas necessidades complexas, que ele poderá identificar como caprichos. Não aceita que nem todos tenham o aspecto simplista e austero da vida. Fisicamente, são pessoas relativamente magras, menos musculosas que os guerreiros filhos de Ogum ou encorpados como os filhos de Xangô. Tendem a ser pessoas nervosas, mais possuidores daquele tipo de tensão represada, mantida com certa dificuldade, até que explode uma única vez, atingindo o adversário no ponto mais fraco, que havia sido pacientemente visualizado no processo de preparação do bote. Possuem mãos delgadas, finas e extremamente expressivas. Seus olhos são vivos e atentos, seus passos extremamente leves, como do caçador que não quer provocar ruído. Sua movimentação tem certa graça e leveza, numa harmonias advinda da economia dos movimentos. Podem porém, ser mais vaidosos e requintados em circunstâncias específicas, como festas ou acontecimentos sociais em geral, como se o caçador pudesse ser rude ao trabalhar na mata, mas exigisse ser reconhecido como alguém de destaque nos raros momentos que passava  na sociedade.
  
O Culto ao Orixá
O dia de Oxóssi é a quinta-feira, dia igualmente consagrado a outras divindades da floresta. Costuma ser sincretizado em São Jorge na Bahia e São Sebastião no Rio de Janeiro. Os filhos de são extremamente rígidos, exigentes no cumprimento fiel das obrigações do santo e castiga aqueles faltam com  a palavra e os devotos que se esquecem das cerimônias. Seu relacionamento com os iniciados , portanto, segue o padrão de austeridade e inflexibilidade que marcam todo seu arquétipo e suas lendas. A sua dança numa festa litúrgica repete a gesticulação de uma pessoa na caçada, pois os filhos do orixá, quando incorporados, parecem, mesmo no terreiro, estar cautelosamente à espreita de um animal, vasculhando o chão em busca de rastros de animais, se movimentam sem fazer barulho, retesam o arco e atiram a flecha. Sua única expansão é o grito de alegria quando o alvo é alcançado – o que miticamente sempre acontece, pois a pontaria de Oxóssi é perfeita. Quatro é o numero sagrado deste Orixá. Quatro são as qualidades conhecidas de Oxóssi: Odé, Oxóssi que se acabou tornando o nome principal dos quatro tipos: Otin, o companheiro que vai pelas matas ao lado de Ogum, usa só a lança, e não o arco e a flecha, e veste apenas roupas azuis, e Inlé ou Iboalama, o único Oxóssi a vestir-se apenas com couro, que usa um chicote feito também de tiras de couro, chamado Bitalá. Inlé foi casado com Oxum Pandá, e é pai do Orixá Logunedé. A Oxóssi são consagradas todas as caças, sendo muitos os animais que lhe podem ser sacrificados. A ele também são consagradas algumas plantas, como o carrapicho, que costumam agarrar pelos dos animais e nas roupas das pessoas que passam por eles. Os sacrifícios mais conhecidos são o bode, o porco e o galo. As comidas cerimoniais de Oxóssi são o feijão-preto, inhame, feijão-fradinho torrado e o axoxô (milho amarelo misturado com coco raspado). Sua saudação é Okê Arô!!!


Nas regiões do Sul do Brasil é o Sincretismo mais conhecido. Já no Norte é sincretizado com São Jorge ou Santo Antônio.

domingo, 2 de janeiro de 2011

O QUE É UM EGUM?

EGUM
            Eguns nada mais são do que os espíritos que já desencarnaram e Kiumbas quer dizer exatamente a mesma coisa. Apenas se dá entre eles uma diferença de evolução.

Senão vejamos:
Eguns, são todos os que desencarnaram, tiveram vida humana, em contraposição aos Orixás que são forças da natureza.
 
Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, e Exus (entidade de Umbanda), são Eguns.

Obs:
Quando digo que Exus (entidades de Umbanda) são Eguns, é por que no Candomblé, Exu é Orixá, divindade.

         
    É o Orixá intermediário entre os demais Orixás e os homens.
Kiumbas são Eguns ainda muito atrasados na escala de evolução espiritual, são considerados negativos e que por vezes, se fazem passar por outras entidades, normalmente por Exus, criando no leigo, um ponto de vista muito negativo em relação a estas entidades, os Exus, por eles mistificados.
            É sabido que o termo evolução é extremamente relativo, e dentro de uma mesma qualidade de entidades, poderá variar muito o grau de evolução entre cada um deles.
 
O que quero dizer é que entre os Caboclos, assim como entre os Pretos-Velhos e outras entidades, sempre haverá um que esteja um pouco acima, e um outro um pouco abaixo na escala de evolução espiritual.

            O certo, no entanto, é que estas entidades, Caboclos, Pretos-Velhos, Crianças, Exus e algumas outras, já chegaram a um nível de evolução tal, que os permitem diferenciar o certo do errado e procurarem humildemente ajuda e colaboração das entidades de níveis mais altos, no sentido de auxiliar aos filhos que os procuram, nos momentos em que seus conhecimentos, permissão ou capacidade de trabalho são impotentes para a ajuda.
 

Normalmente se ouve:
 
- Você está com o encosto de um Egum muito perigoso!
 
- Você precisa fazer uma obrigação para despachar este Egum que está complicando sua vida!

            Isso realmente pode acontecer, pois como já dissemos, Egum é todo espírito desencarnado.

            E pode acontecer que por ainda estar num momento de evolução espiritual ainda atrasada, esteja sendo usado para feitiços ou malefícios e até mesmo por ignorância sobre sua atual condição de desencarnado (egum).

            
 Por vezes, em virtude de desencarnes violentos ou inesperados, o espírito não se apercebe ou não aceita sua nova condição fluídica e sente-se como um de nós, ainda encarnados, sendo assim ele mantém-se muito próximo, principalmente de seus entes queridos quando em vida, tumultuando suas vidas, em virtude da diferença de vibração de suas energias.
Este Egum, precisa certamente ser esclarecido e afastado.

   Várias doutrinas se ocupam deste mister de maneiras diferentes, comprovando que é necessário que os níveis de vida, encarnada e desencarnada, mantenham suas independências.

            Nota-se a diferença então entre os Eguns, Entidades e Kiumbas.Na realidade Egum é a qualificação de todo e qualquer espírito desencarnado. O seu nível de evolução é que o especificará!

            Quando nos referimos aos espíritos vampirizadores, aos incitadores ao vício ou àqueles que se aproximam de nós sempre para o mal, os quais são comprados por quem tem a alma maculada pela maldade, para nos impor males ou feitiços, esses serão certamente os Kiumbas, mas numa generalização muito comum, sempre nos referimos a eles como Eguns.
 

            Pela vaidade e as vezes pela ignorância, muitos não admitem que possam estar sendo mediunizados por um Egum, qual seja, um Caboclo, um Preto-Velho ou mesmo um Exu, para um trabalho de caridade.
 

            Desmistifiquemos então o conceito de Egum e tentemos de todas as maneiras, pela caridade, pela fé, pela oração e pelo trabalho espiritual, elevarmos cada vez mais nossos Eguns de fé para que, pelo trabalho deles, possam ser cada vez mais, atraídos para os caminhos de luz, aqueles Eguns, os Kiumbas, que ainda se encontram nos lamaçais da espiritualidade.

Escrito por:  AUREA OLIVEIRA 

sábado, 1 de janeiro de 2011

A VERDADEIRA VISÃO DE EXU







0s guardiões do terreiro, Entidades de segurança nos Templos de Umbanda.

Temos que começar a mudar nossos conceitos de Exú e Pomba Gira. Vamos a partir de agora ver o Exú e a Pomba Gira como aquela polícia que guarda e toma conta das ruas obedecendo sempre uma hierarquia de comando, que é o Exú chefe do Terreiro, e acima dele os guias chefes da Casa. Podemos também ver os Exús como aqueles lixeiros alegres que passam pelas ruas recolhendo toda a "sujeira". Vêm com brincadeiras e algazarras, mas fazem um trabalho enorme em benefício da sociedade, que diga-se de passagem é muito pouco reconhecido.

E as Pomba-giras seriam as "margaridas" mulheres que trabalham também na limpeza de nossas ruas e nossa cidade, exercendo a sua profissão com presteza e determinação. Assim como devemos ter um conceito mais respeitoso do Exú, devemos também dedicar mais respeito aos trabalhos das Pombas Giras, deixando de encará-las como mulheres vulgares e da vida, que só vêm "para arranjar casamento" ou o que é pior, para desfazer casamentos... Isto é uma coisa absurda e vulgar... O trabalho da Pomba Gira é sério. É também um trabalho de descarrego, de limpeza, de união entre as pessoas. De abertura dos caminhos da vida, seja do ponto de vista material, mental ou espiritual.

O que é esse lixo?

Nossos pensamentos negativos.

Nossa sociedade desigual, perversa e preconceituosa.

Nossas ações.

Nossas emoções negativa se sobrepondo a nossa capacidade de amar.

Por isso devemos respeitar ao máximo o trabalho dos Exús, levando-os a sério e não os desrespeitando e nem os menosprezando.

Sabendo que a religião de Umbanda, segundo o Caboclo das Sete Encruzilhadas é "A manifestação do espírito para a prática da caridade", qual a principal função desempenhada pelos Exús nos nossos Templos, Terreiros, Casas ou Centros?

Na Umbanda o Exú é uma Entidade (alma) que cuida da Segurança da casa e de seus médiuns. Todas as religiões tem entidades que cumprem esse papel. Um bom exemplo disso são as comunicações recebidas por Chico Xavier e Divaldo Franco mostram a existência desses espíritos trabalhando também no Plano Astral *.

A reunião de Exú ou Gira de Exu tem como finalidade descarregar os médiuns e os consulentes. Unindo suas energias eles são capazes de entrar em contato e orientar mais facilmente com almas que ainda não encontraram um caminho. Estas almas vivem entre os encarnados, prejudicando-os, obsidiando-os e até mesmo trazendo-lhes um desequilíbrio tão grande que são considerados loucos. Para este trabalho eles necessitam muito de nosso equilíbrio e de nossa energia.

Nosso equilíbrio é utilizado por eles no momento em que as entidades sofredoras se manifestarem com ódio, rancor, raiva, para que tenhamos bons pensamentos e sentirmos verdadeiro amor e harmonia para que desta maneira as desarmemos e não as deixemos tomar conta da situação e, quem sabe, até as persuadir a mudarem de caminho libertando-se assim do encarnado ao qual está ligada; nossa energia é utilizada em casos em que estas almas estão sofrendo com o desencarne, tristes, com dores, humilhadas, desorientadas, assim eles transformam as nossas energias em fluidos balsâmicos que as ajudam, em muito, na sua recuperação.

Muitas destas almas desorientadas não conseguem nem se aproximar dos Terreiros de Umbanda pois os Exús da Tronqueira ficam encarregados de fazerem uma triagem liberando a passagem apenas das almas que eles percebem já estarem prontas para o socorro **, ou seja, prontas para seguirem um novo caminho longe do encarnado ao qual estava apegada. Este trabalho de separação é feito por eles com muito empenho e seriedade e será muito melhor sucedido se o encarnado der continuidade ao mesmo, quando menos melhorando os seus pensamentos e se livrando da negatividade e do medo. Os Exús são almas que riem, fazem troça, mas não brincam em serviço. Por este motivo, gostaríamos que os médiuns tivessem por eles o maior respeito e consideração, pois são eles os nossos guardiões e da Gira, reponsabilizando-se pela limpeza dos fluidos ou energias mais pesadas.

Cada pessoa que entra em uma casa de Umbanda traz consigo seu saco de lixo cheio (são seus pensamentos, suas raivas, suas desilusões...) e são os Exús os trabalhadores encarregados de juntarem todos estes sacos para descarregar, dando a cada um de nós a oportunidade de diminuirmos o nosso lixo e facilitando nossas próximas limpezas. Cada vitória nossa é para estas Almas trabalhadoras um passo no caminho do desenvolvimento.

A saudação aos Exus: A saudação ao Exú é LARÓYÈ = salve, que também quer dizer salve compadre, boa noite "moça".
Exú é MOJUBÁ - Moju (Viver a noite) Bá (armar emboscadas) ou seja "armar emboscadas vivendo a noite". Mas na Umbanda o trabalho dos Exús é o de guardião.

Assim ao cumprimenta-lo estamos dizendo:
Salve aquele que vive à noite e que arma emboscadas.

Assim estamos reconhecendo seu poder e ao mesmo tempo estamos pedindo "Àquele que vive a noite, que nos livre das emboscadas"